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14/03/2017

Resenha de Moonlight, o filme vencedor do Oscar

“Eu não sabia que o filme era sobre isso!”, disse uma senhora sentada atrás de mim no cinema. Moonlight – sob a luz do luar, o qual estreou no dia 24 de fevereiro aqui no Brasil, me surpreendeu muito mais do que eu imaginei e pelo visto surpreendeu muita gente. Fui assistir ao filme sabendo que o mesmo foi vencedor do Oscar e que era um filme tocante. Só. Saí da sala do cinema com lições de vida, vontade de abraçar os personagens e bater um papo com o diretor de fotografia. Leia agora a minha resenha de Moonlight, o filme que já foi pra minha listinha de “rever”.

resenha de moonlight

Resenha de Moonlight – Sob a Luz do Luar

Ei, não há spoilers aqui!

Moonlight, filme escrito e dirigido por Berry Jenkis de apenas trinta e sete anos, foi baseado em uma peça de teatro que não chegou a ser lançada e retrata a vida de Chiron, também conhecido com Litte ou Black. Chiron é um menino negro, nascido na periferia de Miami e sem nenhuma estrutura familiar. Moonlight é dividido em três partes, literalmente capítulos, os quais vão avançando juntamente com a vida de Chiron. Apesar de ter cenas pesadas (no sentido de fortes, tristes e tocantes), a fotografia do filme é muito colorida, cheia de vida. A luz que se passa pela imagem reflete a clareza com qual devemos enxergar os significados do filme.

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Liz Chollet

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23/08/2016

CARTAS NA RUA – BUKOWSKI | RESENHA

“Cartas na rua”, livro lançado em 1971, foi o primeiro romance de Charles Bukowski, um poeta e romancista americano, conhecido pelo seu estilo debochado, crítico e hilário de escrever. Também conhecido por “bukowski, o velho bêbado”, seus livros são repletos de relatos com bebidas, sexo e pensamentos fora da caixinha – o que eu mais gosto nele. Sem mais demandas, vamos à resenha!

cartas na rua resenha

 

“Tudo começou com um erro” é a primeira frase de Buk no livro, o qual conta a história de Henry Chinaski, um alterego do autor, em sua etapa de vida em que trabalhou para os correios. Como toda obra de Bukowski, o livro é altamente biográfico, mudando apenas os nomes dos personagens e nos deixando com aquele gostinho de “será que isso foi real ou inventado por ele?”
Chinaski é uma pessoa desprocupada aos 30 e poucos anos. Trabalha como carteiro por vários anos mas não gosta disso e nem vê como um objetivo de vida. Por um tempo, larga os correios e aposta em corridas de cavalo mas, quando vê que não deu certo, acaba voltando aos correios, agora em uma nova cidade, juntamente à sua nova namorada.  Em meio à idas e vindas ao correio, existem ressacas, muitas mulheres, sexo, brigas, diferentes lares e o nascimento de sua filha. Apesar de estar sempre beirando ao desespero, Chinaski conta a sua história de uma maneira totalmente despreocupada e hilária, exatamente como é Bukowski.
“As cobertas haviam caído e eu fitava suas costas brancas, as omoplatas como querendo romper a pele e se transformar em asas. Pequenos ossos. Ela estava desamparada”

Podemos notar, em todas as obras de Bukowski, uma revolução ao sistema, um sentimento de ser contra àquele sistema normal de vida, no qual todos nascem, estudam, casam, tem filhos e respeitam o governo. Ele não quer ser só mais um fantoche do governo, ele quer viver a vida do seu jeito e realmente aproveitar – isso explica os trabalhos aleatórios e as idas e vindas entre cidades. Além disso, ele faz muita crítica ao sistema de trabalho que explora os servidores.

“- Caralho, os caras não deixam um homem ser feliz, não é mesmo? Querem sempre enquadrá-lo no esquema” 
“Cartas na rua” é um livro simples de ser lido, uma boa indicação a quem queira iniciar a leitura de Bukowski. São apenas 185 páginas, dividas em capítulos com uma média de 40 páginas, me prendeu rapidamente e foi uma leitura maravilhosa. Ri, me emocionei e, adivinhem só, já iniciei outro livro dele!

bukowski frases

cartas-na-rua

E aí, gostaram? Espero que tenham achado a resenham legal! É a primeira aqui no blog, mas prometo váarias!
Beijo <3
 

9 Comentários

Liz Chollet

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13/08/2016

“Conta comigo” (1986) | Resenha do filme

filme conta comigo
No início das férias de julho eu fiz uma lista com cinquenta e seis filmes que eu sempre quis assistir, porém, deixava de lado. “Conta Comigo” foi o primeiro que eu vi e simplesmente adorei. Resolvi, então, apresentar ele para vocês, yay!
 
 
Conta Comigo” (Stand By Me), filme de 1986 dirigido por Rob Reiner, o qual foca na amizade entre quatro garotos, aquela típica amizade de infância: os quatro eram inseparáveis, estavam sempre juntos e atrás de aventuras, porém, a aventura que viveram no filme foi, com certeza, a maior que eles viveram.
 
Baseado no conto “O outono da inocência – O corpo (The Body)” do autor Stephen King, a trama envolve diretamente as recordações do escritor, sendo a sua obra mais pessoal, pois remete a sua fase mais complicada de vida, na qual seu irmão sofreu um acidente de carro, o fato de o personagem principal ser um escritor quando mais velho, existem várias metalinguagens pessoais como estas. No filme, os quatro amigos ficam sabendo aonde está o cadáver de um jovem desaparecido e decidem ir atrás, buscando serem vistos como os herois da cidade.
 
Porém, não é tão simples assim. Ao longo do caminho, são desafiados, passam por várias aventuras, mas além disso, várias discussões entram em jogo, tornando-se aprendizado para os meninos. Assistindo, podemos perceber que eles discutem sobre o futuro, sobre o fato de os pais de um dos meninos não valorizarem o talento dele e, ao mesmo tempo, discutem sobre coisas de criança, como, por exemplo, quem ganharia na luta Superman vs Supermouse, mostrando, assim, que apesar de estarem em uma época de aprendizado e reflexão, são apenas crianças.
 
A forma como cada personagem é apresentado é maravilhosa. É mostrado que cada personagem tem seu problema, seja consigo mesmo, em casa ou na escola, além de ser mostrada a excelente química do elenco, a qual entende bem o peso dos seus papeis. De cara somos puxados pra dentro da trama e nos sentimos parte da equipe.
 
“Conta Comigo” resgata sentimentos da infância: aquela coragem das crianças, a busca por aventura e o confronto com o amadurecimento. Assim, o filme nos deixa com saudade de ser criança e traz lembranças da nossa infância – não tem erro.
A interação entre os personagens é incrível, a trilha sonora é muito boa e a vontade de ser um deles é bem grande. A viagem, que era apenas em busca do cadáver, acaba virando uma viagem ao autoconhecimento de cada um e da amizade de todos eles
filme conta comigo

Trailer de “Conta Comigo”

Aonde assistir: Netflix | Onlinne
 
 
Espero que tenham gostado da resenha! Pretendo fazer mais <3 Um beijo!

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Liz Chollet

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08/08/2016

Phosfato: o melhor modo de receber suas fotos impressas

Eu cresci com o costume de ter fotos reveladas ao meu redor, e acredito que vocês também. Sentar com a família após um almoço e revirar uma gaveta repleta de fotografias reveladas, tocar nas fotografias e relembrar cada momento guardado através delas, é uma delícia, né? Eu acredito que esse seja o poder da fotografia: eternizar momentos, congelar frações de segundos. Sem nenhuma intromissão de aparelhos digitais, tirar um tempinho para observar uma fotografia revelada é delicioso. Relembrar o que estava acontecendo e o que você estava sentindo naquele segundo é fantástico.
 
Como tudo, a fotografia evoluiu e as fotografias reveladas já não são mais tão comuns como antes. Apesar disso, muita gente, assim como eu, preza por manter esse costume. Confesso que, quando mais criança, eu não via tanto valor, mas agora, mais velha, guardo todas as fotos reveladas da minha família, principalmente dos meus parentes que já se foram. Percebem a importância de uma fotografia? 
 
Eu cheguei a ter uma Instax Mini 8, aquela que é como uma polaroid moderna, que revela a foto na hora, porém, sendo sincera, não curti muito, como ela revela na hora e é bem simples, não tem muita qualidade, mas eu adoro esse formato polaroid e queria muito algum modo de revelar as fotos assim, foi aí que eu conheci a Phosfato, que vai muito além de apenas revelar suas fotografias.

A Phosfato é uma empresa que quer resgatar o valor e o prazer de registrar momentos e dar novo significado às suas memórias! A Phosfato manda para sua casa, todo mês, um número X de fotografias reveladas! Você pode escolher entre os pacotes de 6, 9 e 12 fotos por mês! Todos acompanham um envelope porta-retrato <3
E o mais legal é que você não sabe quais são, elas vem de surpresa dentre as que você ativa na sua conta, então quando elas chegam você revive todas suas memórias.
As fotos vem nesse envelope que vira um porta retrato! Achei a qualidade das fotos SUPER boas, mesmo. Outra coisa que eu gostei é que elas são maiores que as fotos da Insta Mini. Claro, o tamanho das fotos que você recebe variam de cada pacote mas as da Instax são muuito pequenas e achei essas o tamanho ideal! To super animada pra fazer um mural com as fotos.
Aqui podem ver melhor a qualidade das fotos
Como funciona? É super simples! Primeiro você cria um conta no site da Phosfato, então você conecta suas memórias (fotografias), através das redes sociais (instagram, facebook..) e também pode enviar as fotos do computador! Você tem a opção de inativar alguma fotografia que não goste o suficiente para receber em casa, é claro, haha, aí você assina seu plano e é só esperar!

 

Na foto acima é como fica a sua conta! Além do seu endereço e seu pacote, fica fixo o número de fotos ativas que você tem e o números de fotos que você inativou. No meu caso, eu inativei cinco, que não quero receber, haha.
 
Gostei demais de tudo. A ideia de receber fotos surpresas é genial! Você vai esperar fotos todos mês com aquele friozinho na barriga pra saber quais são, e quando chegar vai olhar cada uma e relembrar de cada momento…tem coisa mais gostosa do que isso? 
 
O que acharam, amores? Espero que tenham curtido a resenha e ainda mais a loja <3 Vou deixar o link do site e do instagram pra vocês olharem mais, ok? Um beijo! Digam o que acharam aqui nos comentários e qualquer dúvida podem perguntar também!
Até!

Site da Phosfato 
Instagram

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Liz Chollet

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